9 de maio de 2009

As perguntas surgem do vazio. do tudo. do nada.

Fixar os olhos no infinito, debaixo de uma árvore.
Os pombos voaram para longe. Ainda bem! O perigo deixou de ser iminente.
Assim o infinito perde a noção do real, de onde estamos, quem e como somos.
Confunde-se entre o espaço e o tempo.

Do outro lado desenha-se o abstracto e reponde-se:
"Não estou a pensar em nada!"
Pensar em nada sabe tão bem.
Os antigos respondem:
"É uma boa forma de limpar a mente!"

Será que os obsessivos compulsivos pelas limpezas deixavam de sê-lo se desatessem a limpar a sua própria mente?

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