As histórias, essas, contava-as sempre, sempre na 3ª pessoa (do singular). Tinha problemas com a 1ª pessoa do singular, com a 2ª e com os plurais.
Por nenhuma em razão em especial e por todas as razões em especial. Mesmo aquelas que só o Freud podia descobrir...
Sentia-se uma pessoa estranha. Não incompreendida. Só estranha...
Entendia que se contasse as suas histórias, falasse sobre as suas opiniões na 3ª pessoa (como se fosse outra) lhe dava a capacidade de discernimento e distanciamento para averiguar se estava (ou não) correcta.
Diziam-na obcecada com a justiça e com a verdade. Há quem desconfie destas pessoas... as más línguas dizem que têm qualquer coisa a esconder...
Os "Tus", os "Eles", os "Nós"... embora lhes achasse piada achava que era complicado falar deles sem que a sua subjectividade ficasse registada.
Costumava dizer: "Como diz a minha avó: «só quem está no convento é que sabe o que vai lá dentro.»"
Por nenhuma em razão em especial e por todas as razões em especial. Mesmo aquelas que só o Freud podia descobrir...
Sentia-se uma pessoa estranha. Não incompreendida. Só estranha...
Entendia que se contasse as suas histórias, falasse sobre as suas opiniões na 3ª pessoa (como se fosse outra) lhe dava a capacidade de discernimento e distanciamento para averiguar se estava (ou não) correcta.
Diziam-na obcecada com a justiça e com a verdade. Há quem desconfie destas pessoas... as más línguas dizem que têm qualquer coisa a esconder...
Os "Tus", os "Eles", os "Nós"... embora lhes achasse piada achava que era complicado falar deles sem que a sua subjectividade ficasse registada.
Costumava dizer: "Como diz a minha avó: «só quem está no convento é que sabe o que vai lá dentro.»"
Sem comentários:
Enviar um comentário