Joga o corpo para o chão frio
as costas nuas roçam lá
e espalham um arrepio profundo
Com ousadia sorve e absorve aquele gélido sentir
Mexe-se e remexe-se com vontade
Aquecer, esquecer
debate-se, castiga e castiga-se
Sem dó, foge, corre
Embate nas paredes daquela sala vazia
de chão frio
Abre as portadas da janela e respira fundo
numa noite escura de Inverno
Solta o ar que lhe prende os pulmões
Fecha
Senta-se
Adormece
Cansada
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