escrevia sem dar por isso
ajeitava os óculos com aquele tique do nariz
que lhe desfigurava a cara
porque a preguiça de mexer as mãos era mais forte
Deixava-se levar pelas linhas interneticas
até aos desconhecidos
"Quem és tu?" - perguntava.
"Quem sou eu?" - respondia.
Como assim?!
Não há duvida que isto baralha uma pessoa
Ainda assim, continuava a ser mais fácil
saber quem era o outro do que ela própria.
Não é estranho, só é o curioso
acreditar que estas ligações podem resultar em... AmOr.
Qualquer romântico/a acredita no amor. Tenho dias que sou uma qualquer, tenho outros dias que não.
1 comentário:
Pessoas há que apenas conseguem amar um "amor virtual". A presença é, para elas, uma fobia descontrolada que as incapacita de sentir verdadeiramente.
Mas suponho que todos somos "uma qualquer", nos dias em que não acreditamos em nada... nem no amor!
Culpa das "linhas internéticas"...
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