6 de janeiro de 2010

eis a questão.

repousava o corpo nu no sofá outrora abandonado aos dois corpos escorregadios.
não é fácil esquecer-me de ti.
pensava de olhos fechados. assim era mais fácil avançar no tempo.
nunca procurei uma vida fácil. na realidade, creio que nunca a quis.
o amor é um calcanhar de aquiles terrível.
era a essa vida que me referia.
não sei quem és, mas sei que te procuro. por isso se torna tão difícil esquecer-te.
um dia, quiçá, te encontrarei.
quererás tu encontrar-me também?

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