Sempre achei que voltaria a casa. Para ficar.
Sempre achei que podia ser possível não ter vontade de sair, só porque sim.
Sempre disse que ia conquistar o mundo, por tudo e pelo muito mais (no fundo era só porque... sim. Porque era bonito dizer!) .
Quando achei que tinha conquistado o mundo (tenho a mania de viver iludida), voltei a casa (aquela que acompanhou parte da minha infância, da minha adolescência, da minha vida pré-adulta - se é que isto existe!) e soube, no exacto momento, em que os meus pés tocaram aquela tijoleira cor de vinho que nunca mais voltaria a casa para ficar.
Mudei-me.
Não é um drama.
Hoje, as paredes são brancas, totalmente lisinhas, o chão é de madeira e o tecto da minha casa nova forma-se sótão. Águas furtadas, chamam-lhe.
Não tenho vista para o Tejo, nem para nenhuma paisagem digna de postal, mas aquilo que vejo daqui é indiscrítivel!
Esta casa, faz-me agarrar a vida com as mãos, com os pés... não... para ser franca, faz-me agarrar a vida com tudo aquilo que há em mim!
Faz-me acreditar que é possível concretizar o sonho que desde crianças nos vendem...
"Luta pelos teus sonhos e verás que os alcanças." (Será que o sonho americano se pode realizar em Portugal? - pois claro que sim, querida amiga!)
Que seja!
Um dia também vou escrever sobre aqueles que se cruzam na minha vida. Obrigada a ti, J.R.
Sem ti, nada disto seria possível, assim.
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