8 de fevereiro de 2010

Divagações de uma tarde chuvosa

na medida em que crescemos os gostos mudam.
A essência, entretanto, permanece. (segundo reza a história da psicologia comum.)
Os amigos podem mudar, consoante os encontros e desencontros da vida. Esta questão não tem de ser necessariamente má.
É natural a evolução dos que ficam e dos que vão.
Dou comigo a pensar nisto, de uma forma bem tranquila.
Sento-me à secretária e penso naqueles que guardam amigos desde a infância. Sinto um piquinho de inveja. Acho essas relações uma delícia.
Quem serão essa pessoas que conseguem tamanha proeza?
Provavelmente dirão: "Proeza?! Nada tem a ver com proeza." Eu limito-me a acreditar que assim é. A amizade é o amor mais simples que existe. Quando é bem amado, claro!
Todos os amores têm de ser bem amados.
Guardo alguns amigos antigos e os que tenho são os melhores (ah, pois são!). Entre nós não existe espaço para possessão ou cíume. E quando existe algum, assumimos imediatamente isso, tornando esses sentimentos, livres de qualquer teor depreciativo. O segredo está em brincar com isso! Não levar a vida demasiado a sério, nem as relações. Permitir ao outro que seja quem é...
Sinceramente, creio que tudo é mais fácil quando se tenta sentir, pensar e agir assim...

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