28 de abril de 2010

Verdade ou mentira?

Vinha eu, descontraidíssima da vida, quando sucederam duas situações que colocaram à prova a minha capacidade de seriedade. (tudo em menos de 5m. Uou!)

E tudo por causa, creio eu, da minha super carripana vermelha cor de...
...
fogo, não é...
...
de sangue, parece meio trágico de se dizer...
portantos que ficamos só pela carripana vermelha. Conste-se que a adoro de paixão. (sim, não me importava de ter um mini ou um jipe novinho em folha! Podem juntar-se todas e oferecerem-me um, parece-vos bem?... :P Lol)

Ia eu a contar da minha seriedade.

Primeira situação:
Estava eu a chegar a casa e vi um lugar bem à medida da carripana. Uma senhora, que estava lá com um ar de: "Eu estou a guardar este lugar e que ninguém se atreva a desafiar-me!", olhei para ela e pensei: "Watch me". Óbvio, estacionei sem hesitar! Ainda não tinha acabado a manobra e ela bate-me à janela: "É residente?", com um sorriso "simpático" cheio de pequenos vidros que se me espetaram no corpo até sangrar. "Sou.", com o sorriso mais ferido que tenho. "E o dístico?". N'as pas de disco. "Ainda não tenho." (AINDA, R.R.? Não o poderás ter, porque não és uma residente oficial nesta rua "in" da baixa Lisboeta.)
E a senhora lá se foi embora... (espero que não lhe passe pela cabeça, queixar-se de mim às autoridades!)
Moral: se eu fosse uma pessoa séria, pegava em mim e ia estacionar o carro ao cú do judas. Como não sou, fiquei mesmo ali.

Segunda situação:
Os meus amigos indianos (que é como quem diz, claro!) estavam à porta do restaurante. Um deles disse-me: "Olá bonita!" e eu pensei: "Bonita!? percebi mal... ele devia ter dito |o meu nome|... mas se ele não sabe como me chamo... foi bonita que ele disse... ai! ai ai, as confianças!"... Eu respondi: "Olá, boa noite."
"Então qual é o seu trabalho? Roupa?"
Salta-me uma veia do pescoço e penso: "Roupa?! Que é que o senhor quer dizer com isso?"
Lá me lembrei que ele me vê muitas vezes a chegar a casa com os meus sacos (do pingo doce) cheios de roupa passadinha a ferro.
Respondi com o ar mais arrogante / ingénuo que tinha: "Não. Sou médica."
Ele fez um ar do tipo: "Uou, sim senhora! Não estava à espera desta resposta. E tem um chaço destes? Deve estar a mentir-me, de certezinha absoluta".

Adeus passe muito bem.

Moral: definitivamente não sou uma pessoa séria. além de que omiti parte da verdade. Percebi que esta história de dizer: "Sou especialista de medicina chinesa", dá uma trabalheira dos diabos. Depois disto tudo, ter que levar com aquela cara de: "ah, isso não é medicina, isso não é a sério!" seguido daquele falso interesse : "Mas o que é isso?"
Ah, hoje não tinha paciência para explicações e acabei logo a conversa com um: "Sou médica!"

M. e J., vocês consideram-se médicas? Ou sou eu que tenho a mania de elevar os estatutos? Na China somos consideradas médicas, a sério, porque é que aqui não? (eu sei a resposta da burocracia e dos conflitos de interesse).

Enfim... secalhar porque não fazemos salvamentos e reanimações e cirurgias... será por isso?

Acho que, aos poucos, os meus vizinhos me estão a descobrir a careca!

Carripana rules!! Oh ye!

1 comentário:

Amelie disse...

Aahahahaha!! Adoro esta tua veia "carripana" :) Não a percas "sô dótora"!

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