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Por coisas traduzo: objectos, pessoas, animais, plantas, músicas, cheiros, olhares, toques, sabores e afins... São as minhas coisas e sim, não são de posse, mas são ou foram minhas. Estiveram em mim.
Hoje encontrei esta fotografia num blog que costumo acompanhar (o link está abaixo da foto) e sei lá eu se foi da luz, das cores ou do meu mood, fiquei ali, agarrada à florzinha no banco.
*
Enquanto olhava para a flor, passou-me pela cabeça a quantidade de pessoas que vive vezes a fio o mesmo tipo de re(a)lações, o mesmo tipo de experiências, o mesmo tipo de "vira o disco e toca o mesmo".
Sim, estou a falar em termos relacionais. Do Amor, mais especificamente.
Aqueles que amam de mais e acham que são amados de menos;
Aqueles traiem e são traídos;
Aqueles que são abandonados porque olha "perderam o interesse" e "aquel@ outr@, p#ta que @ pariu, foi com outr@";
Os que esperam e não aparece nada, chamados de os esperançosos que não têm mais nada que fazer;
Os que acham que nenhum é bom(a) o suficiente, vulgarmente chamados de: os cambada de arrogantes e presunçosos!;
Os que acham que amam toda a gente e não amam ninguém... vulgo, pinga-amores;
Aqueles que não andam para a frente porque ficaram presos ao passado e ninguém tem paciência, força ou coragem para @s tirar de lá;
Aqueles que são autênticas sanguessugas humanas e só temos vontade de nos bezuntar com criolina para @s afastar... mas sabe lá a nossa alminha ficamos sempre lá agarrados e dizemos que "gostamos" (Oi?!) !
e isto não tinha fim, porque as experiências das pessoas são mais que muitas.
Eu, certamente, enquadro-me num ou dois dos descritos acima, mas o cerne da minha questão está:
Porque raio é tão difícil sair de determinado tipo registo?
Não percebo. Às vezes dava-me um gozo bestial ser daquelas pessoas que olham para o amor como mais uma... sei lá... sabem aqueles cientistas malucos ou aquelas pessoas gélidas de sentimentos que têm a ousadia de dizer: "Amor? O Amor não existe! Anda meio mundo à procura de nada" (e se eles têm razão?)? Ui, eles e elas são gente que me põem a nervura em franja! (Vê lá se e decides rapariga! Ou eles te põem os nervos em franja ou eles têm razão!).
Mas não sou. E não, não gostava de ser como os cientistas doideiras! Aquilo foi só um desabafo.
Toda eu sou de um sentimento que não tem descrição.
Ainda não percebi se procuro, procuro e não encontro nada ou se, no alto da minha arrogância e snobismo, ninguém é suficientemente bo@ para mim. Na realidade, acho que a minha fasquia está estupidamente alta o que dificulta e muito (e não é pouco!) as coisas!
Oxalá me aparecesse há porta um Julimeu ou uma Romieta, por quem eu me apaixonasse e est@ se apaixonasse por mim, nos até jás dos dias.
Não quero amores eternos, nem passarinhos a cantar, nem florzinhas pelo campo (que às tantas estão cheias de abelhas, daquelas que picam!), nem caixas de chocolates (que isso faz borbulhas!)... quero surpresas agradáveis de vez em quando (não sempre, que isso chateia!), jantares bons, conversas agradáveis, discussões agradáveis ou desagradáveis que depois se tornem agradáveis, iniciativas interessantes (tipo: "há uma exposição, concerto, filme, peça de teatro, palestra altamente, bora?" ou "Bora levantar com as galinhas e laurear a pevide?" ou "Queres ir saltar de pára-quedas ou bungee jumping?" ou "Bora fazer um jantar para os amigos?" ou "Bora só ficar aqui em casa a fazer cenas?" ou "Nem sabes que é que me aconteceu hoje... blablabla" ou "Shiu! Silêncio!"), independência, segurança, humor, mimos e algum dinheiro, pronto, que uma pessoa não tem hortas de cultivo para isto... todas essas coisas que se querem antes de casar e ter filhos (eu sei, eu sei... depois de casar e dos filhos também se quer estas coisas! Mas porque é que será que em quase todos os casais que conheço eles se esquecem destas coisas?)...
Essa é outra! Raio do relógio biológico resolveu começar a dar horas! (Ai agora queres filhos? Não te faças há vida que não é preciso, não! Deves achar que eles ainda vêm de cegonha, não?).
Enfim...
Não há nada que eu possa fazer. Já desisti de muita coisa faz tempo. Já passei por fases de descrença brutais e agora olha... amo-me a mim, à minha família e cadela e aos meus amig@s e aos meus sobrinhos (os gatos e cães dos meus amig@s).
Seja o que a vida quiser para mim e o que eu quiser para ela.
O que é que o raio de uma flor faz a uma pessoa, hã?
Estados de esquizofrenia e devaneios é o que é.
Vou dormir que isto já passa da minha hora do recolhimento aos aposentos.
Boas noites para vós.

6 comentários:
Tão bonito!
:)
Tão bonito!
onde achas que eu encaixo ali naquela descrição acima?
hum?
:)
Lol! Já te disse!! :)
disseste nada!!
Narcisista D'Almeida... Não dirá o nome tudo? Lol
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