Ninguém me tira este prazer de ver o dia nascer.
Eu sei que vocês sabem que eu sei que nós todas sabemos desta minha faceta louca de acordar o galinheiro. Posto que não vou dissecar o assunto.
De verdade? Gos-to mes-mo!!
Bom....
Às minhas comadres velhas das cidades. (sim, eu escrevo sempre para vocemecês. Quer vocês leiam, quer vocês não leiam.)
Tenho dias que me agonia o mundo das mulheres. Mais pelas histórias que leio e sei de fonte segura do que pelas más experiências que possa ter tido. (pensando bem, acho que nunca tive más experiências com mulheres. Eu e a minha mania de romancear o que não é romanceável. - Estas palavras existem ou acabei de inventar?)
Tenho outros dias que gosto, AMO, com toda a minha força.
Adoro quando nos sentamos numa esplanada, ou nos encostamos a um carro ou vamos para a varanda e falamos da vida.
Alheia e nossa.
Vou ensaiar sobre a vida alheia, porque a nossa... a nossa, é sempre o tema do dia!
O momento entusiasmante da conversa é:
"Tenho uma bilhardice para te contar".
"Ah, conta conta!!" (momento mimo de esticar a manta ou de tricotar).
Eu sei, que não é bonito, eu sei que não se faz, falar da vida dos outros quando eles não estão presentes para se defenderem ou atacarem.
Também sei que quem conta um conto acrescenta um ponto. (há quem acrescente vírgulas, parágrafos...).
Também sei que o inferno está cheio de boas intenções e de "desculpa, não fiz por mal!"...
Também sei daquela história: "se não gostas que te façam a ti, não faças aos outros.";
Sim, já aprendi umas quantas coisas!
Não vou ser hipócrita. Não vou. Porque já sou assumida à bastante tempo para estar com merdas.
Há 3 coisas que prezo numa boa bilhardice.
Nunca usar a expressão: "Não contes a ninguém". Se é bilhardice, já deixou de ser segredo à muito tempo. A minha mãe (ou é a minha avó?) costuma dizer: "Os teus amigos, outros amigos têm".
Ser bem contada. Entusiasmante! Com uma pitada de humor ou seriedade se assim for.
Epifanias à "Sex and city" com "Sensibilidade e bom senso".
As bilhardices não se podem ter com qualquer pessoa. As bilhardices não devem ser notícias de capa da própria vida. Até porque, caríssimas amigas, o telhado da minha casa é feito de vidro.
As bilhardices mais do que poderem (ou não) ser maldosas, servem para exemplificar as milhentas hipóteses de vida que podem existir. Sim, porque também é possível aprender a observar...
Porque é que será que as séries televisivas têm tanto sucesso?
Porque representam a vida, porque representam os mal entendidos e os bem entendidos das forças e fraquezas humanas.
Eu gosto de bilhardar. Com vocês. Só com vocês. Gosto daquele momento xaile aos ombros, lenço na cabeça e aí estão elas...
Ai daquel@ (não incluído no "vocês") que tente bilhardar comigo! É corrido a mil à hora, sem bilhete de volta!
http://kurochaki.tumblr.com

2 comentários:
vê lá se partilhas!!
Sabias que o primo da prima da tia maria que tem a loja lá atrás do sol mais que posto engravidou a comadre da Clotilde, filha do ti zé das coves?
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