14 de junho de 2010

Só há uma forma de compreender o nunca e o sempre, sendo que eles fazem parte do mesmo infinito e são exactamente a mesma coisa.

Ora se eu achar que a minha vida é para sempre e nunca vai acabar, dou comigo a pensar: "ah, tenho tempo!" e vai de exercer o que de melhor o povinho tem: é até à última!
Mas se por exemplo compreender que a minha vida nunca será eterna e que terá sempre um fim, é ver o galo da capoeira a cantar bem fininho. (no meu caso a galinha, aquela que se casou com o galo por causa das aparências, a velhaca!)
Com a minha idade prefiro saber que tenho alguns momentos eternos (que eu cá não gosto de ser galinha, a mulher do galo!)
Entre o nunca ou o sempre, temos a eternidade. Um sentimento infinito muito mais complexo.

Não sou nada boa na lógica da batata!!

Credo, já estava toda enrolada nos infinitos e nos eternos e não é para sempre... como? Nunca ou para sempre?

Anyway,

Tudo para vos dizer, queridas amigas, que dos meus ombros saiu um peso incrível. Vocês sabem como sou agarrada às minhas convicções, às minhas ideias. Toda eu sou muito eu! Toda eu sou muito centro do mundo. (coitada!)
Mas quando me consigo desamarrar de umas dessas convicções e certezas e parvoíces de que sei e quero e posso e vai de andar para a frente como os touros (às vezes como os burros) porque para a frente é que é caminho, é uma sensação de soltura que não tem descrição.

A ver vamos, a ver vamos caras amigas!
E não, não estou grávida, nem vou casar nem ganhei o Euromilhões nem a minha vida vai mudar radicalmente!
Mas está mais leve. Oh, se está!

Sem comentários:

Direitos de Autor

Todo o conteúdo que não seja da minha autoria será identificado e encaminhado para o site de onde foi retirado. No caso do autor se sentir lesado, por favor, envie-me um email e o conteúdo será eliminado do meu blog.