"Aqui escreviasse um livro".
Sim. Aqui escreviasse um livro. Dizes bem. Tu dizes coisas muito bem. É a tua eloquência. Aquela que um dia me apaixonou como ainda não sei descrever.
As tentativas que fiz foram mais que muitas e essas sim davam um livro.
Aqui, podia escrever um livro. Especialmente nestes dias em que o céu está azul e a passarada se atropela entre voos de razia.
Não sei que livro escreveria. O passado não me interessa nem tão pouco o futuro. O hoje é relativo. É um tema batido sobre a busca incessante do que se é, do que não se é, do que se quer e do que não se quer. Os egos sobem à cabeça das pessoas. Eu sou pessoa.
Os elogios valem o que valem e a mim de pouco me servem. Todos os dias sou surpreendida por uma imagem diferente de mim, vinda da boca de outros.
Aqui podia escrever um livro.
Um romance de vidas fictícias.
Bom, para ficção bastam os meus pensamentos que estão longe de serem reais. A realidade somos nós que a criamos. Com espelho ou sem espelho. O meu espelho e o espelho dos outros.
Não há livro que se escreva.
Desde já te digo que as palavras são o alimento da minha alma. As palavras e a beleza que os meus olhos vêem. Não é por defeito é por feitio.
Muitas formas de expressão tinham de ser inventadas para poder dar vida ao que sinto e vejo.
Vou tentando escrever... Corre-me nas veias a necessidade de expressão.
Com ou sem palavras.
4 comentários:
oh amiga, tu não pares de escrever, seja lá qual for a tua motivação, é concerteza divina! ***
divina!!!! :)
fabuloso destino: oh amiga, eu não páro de escrever! LoL. :D
Narcisa D'Almeida: Rapariga, divinal, divinal, são o "raio" das tuas palavras que me emocionam daquela maneira! :D
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