22 de julho de 2010

Odes da linha de Sintra. Yo!

Depois dos "Yos, Yas, Damas e Damos, tásse bem?", hoje foi dia das cobras cuspideiras. Pudesse eu passar para o masculino e ficaria os cobros cuspideiros.
Não há pachorra para gente rebarbada, malcheirosa e que só esvazia os tomates à custa de umas boas (boas?! bom, quem sou eu para analisar a qualidade do acto!) punh&tas. Desculpem-me o palavreado tão rude, mas é exactamente isto que quero dizer!
Uma pessoa veste uma mini-saia - veja-se, não é um cinto, é uma mini-saia, daquelas a meio da coxa - senta-se toda torcida no banco de forma a que se sinta o mais confortável possível (não vá a mini-saia transformar-se em cinto, não é? Ainda me hás-de explicar porque é que vestes essa pedaço de pano!), refugia-se num livro todo dado à filosofia, mete uns óculos escuros e julga-se pronta à invisibilidade.
Mas não, enganei-me redondamente! Não sou podre de boa, mas não sou invísivel! (Ah Ego bom!)
Quer dizer, a analisar aquela coisinha, qualquer pedaço de carne ou osso marchava!
A dada altura levantei os olhos do Camus e reparei que alguém tentava comunicar comigo por linguagem gestual. Primeiro achei que estava a delirar com a mensagem... mas... não é que o rapaz sugeria que eu abrisse as pernas? (Was? Quantas vezes já te disse para não te esqueceres de levar a chapinha: "MondGAY, TuesdGAY, WednesdGAY, ThursdGAY, ...")
Segundo, fiquei parva, espetei-lhe um dedo (o quê? aquele gesto à taxista que nem sequer sabes fazer? Oh, Jesus de Santa Maria, vem cá abaixo ver isto!) e mudei de lugar. Ele mudou de lugar. Eu mudei de lugar - a segunda vez -  e exactamente nesse momento ele cuspiu-me! Sim, cuspiu-me! Por incrível que pareça eu devia ter feito um movimento qualquer à Matrix e a cuspidela não me acertou em cheio.
Lá fui toda catita, a resmungar face ao ser tão obsoleto que se tinha cruzado no meu caminho, sentei-me noutra carruagem, abri o livro, cruzei as pernas e eis se não quando o personagem entra pela carruagem a dentro e... outra cuspidela... onde? Na mini-saia. Em cheio!
Fiquei sem palavras e pior do que isso sem acção! Ainda bem que não me acertou nos braços ou na cara ou nas pernas... Que noooojo!!!
O rapaz que estava ao meu lado, todo digno, todo cavalheiro quase que se levantou para se manifestar mas eu devia ter feito um gesto qualquer: "Deixa lá!".
Não fiz nada. Não me apeteceu. Só de pensar em levar com aquele poder de Bafo de Bode, desisti! Mas se pudesse, tinha lhe arrancado cada pelinho do corpo com uma pinça. Sem tossir nem mugir!
Resultado: Mini-saia para lavar.

Agora a pergunta: Será que a malta da National Geographic saberia explicar o acto de cuspir do macho que leva uma nega redonda da fêmea?

2 comentários:

Unknown disse...

não sei se tem a ver com machos, fêmeas e recusas. acho que tem a ver com estupidez.
... eventualmente poderá ter a ver com um córtex cerebral diminuto face à região límbica...

YeuxdeFemme disse...

É verdade António.
Gente estranha, é o que eu lhe digo!

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