20 de julho de 2010

Ressaca DE pessoa

Juro a pés juntos que a ressaca que tenho não é de gin tónico, vinho ou martini bianco. Bem que podia ser! Encharcava-me da F34 e de ameixas umeboshi e a coisa passava num tirinho.

A ressaca que tenho é de uma pessoa.

Apetece-me dormir durante horas. Apetece-me tomar duches quentes e frios. Apetece-me comer q.b. para me manter de pé. Doces, Os doces. Apetece-me ler horas a fio. Apetece-me fixar o olhar no infinito da parede branca do meu quarto. Acima de tudo, apetece-me silêncio dentro de mim.
Isto é uma ressaca de uma pessoa. E em nada está relacionado com saudades, com depressão, com arrependimentos, com choros compulsivos. O que fiz está feito e a certeza que tenho é profunda e verdadeira.
Mas no fim (se é que alguma vez houve princípio) existe sempre a ressaca do quotidiano. Não é grave. As coisas são assim mesmo. Vícios. Pequenos vícios que nos consomem a pele ao longo da vida. Esse maldito (bendito!) momento em que achamos que nos entregamos e a única coisa que sai de nós são meros resquícios do muito que podemos ser. E lá se vai mais um bocadinho!
Mas a (minha) vida é assim mesmo! São escolhas. As escolhas. Neste caso, bem feitas.

6 comentários:

Anónimo disse...

Lá caimos no mote das escolhas...

:)

Scarlett disse...

A ressaca é uma coisa tão fodida.

Boa sorte, darling.

:)

GotchyaYinYang disse...

Podia haver um Guronsan deste tipo de ressacas. Sucesso garantido à farmacêutica...

YeuxdeFemme disse...

Ulisse: Sim, o velho mote... e nesta altura tem sido que é uma coisa estúpida!

YeuxdeFemme disse...

Narcisa D'Almeida: É. É só uns dias de ermita, mais nada! :D

YeuxdeFemme disse...

Gotchyayinyang: Oh se elas descobrissem! Lol Lá se iam os psicólogos e psiquiatras e afins...

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