19 de julho de 2010

Risco Vs Entrega

Podemos arriscar? Sim, podemos.
À partida nunca sabemos se estamos ou não preparados para o resultado do risco que cometemos. Vamos e pronto.

Arriscar não se faz pela lógica da idade. O risco comete-se quando temos de enfrentar medos, ânsias e outras que tais mesquinhez da vida. Aos 5, aos 10, aos 20, aos 50 anos...

Sempre considerei o risco um alimento da minha alma. É a adrenalina. Eu gosto de sentir o sangue correr-me nas veias. Eu gosto de sentir o histerismo, o nervoso que me faz tremer que nem varas verdes ante o precipício ou ante a velocidade. Sim, gosto de uma certa proximidade da morte. Pode parecer ridículo, mas as coisas que fiz e faço são de bebé, perto das coisas que já vi fazer. O que me leva a pensar que a minha proximidade da morte não é assim tanta. Pelo menos com o sentimento de adrenalina.
Os riscos físicos não são assim tão dificeis de ultrapassar. Basta tremer, tremer, tremer! respirar fundo umas poucas de vezes, gritar mais umas quantas, abrir os olhos e jogar.... os riscos são pré-calculados mas nunca, nunca pensados. O Chinês dizia algo do género, quando soltada a flecha já nada podes fazer! Tudo o resto fica por conta do Universo.
Raramente sabemos qual vai ser o resultado de um risco.

Os riscos emocionais esses sim são difíceis de ultrapassar. Porque não basta respirar umas poucas vezes, não basta gritar, não basta tremer... é preciso algo que ainda não percebi o quê.
Não posso ser acusada de não tentar. Não posso. Porque tentei!
Na realidade não se pode tentar amar só porque sim, só porque nos apetece. Não nos podemos apaixonar só porque sim.
O risco emocional só vale a pena quando há entrega total.
Para mim é assim que funciona. Não pode ser pelas metades. Não pode!
Uma das partes ficará sempre em desvantagem. Alguém acaba sempre por sofrer ou amar um bocadinho mais e isso é, deveras, injusto!

Esta foi das lições mais interessantes que aprendi.
As desculpas de pouco ou nada servem. As atitudes ficam sempre para quem as pratica. Sempre! E cada um tem de viver com suas.
Eu vivo com as minhas e garanto-vos que nem sempre é fácil de conviver com as injustiças que cometo.

4 comentários:

Scarlett disse...

Dizes tanto tanto neste texto :)

Também eu gosto muito de ti, minha querida.

Um beijo e um pequeno abracinho (que os grandes causam-me alergia :P)

YeuxdeFemme disse...

Um grande abracinho é motivo de alegria, sim senhora! mas também pode ser de aconchego! :D

Há dias que és tu a dizer muito nos teus textos!

Juju disse...

Ai que bonitinhas. Alegria e alergia são palavras estranhamente parecidas de facto.

Acrescento um ponto ao teu texto se me permites.

Entregar-se é espontâneo, impulsivo, impossível de controlar e mais forte do que nós. Se não acontece, não há rigorosamente nada a fazer.

Tentar, da forma como tu tentaste não tem nada de mal, acho até um pouco ingénuo pois não era tua intenção magoar ninguém.
Se fosse, isso sim seria diferente.

Minha querida, se há pessoa correcta neste mundo és tu.
Eu e a C. podemos confirmar. :P

YeuxdeFemme disse...

ahahah! Juro-te que eu li alegria! LoL.
Sois uma querida M.J.
Sério!
Se não fossem vocês que seria de mim?... seria qualquer coisa, certamente! Mas não a mesma!

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