Dawson's Creek. Era uma das séries televisivas que eu me sentava a ver religiosamente. Bem, não era bem religiosamente porque na altura não era muito dada a essas coisa de terços e rezas. Nem hoje sou. De todo!Embora existam coisas que gosto de fazer religiosamente. Ver televisão NÃO é, certamente, uma delas.
Quem via o Dawson compreenderá que aquelas historinhas, tipicamente adolescentes, são o espelho de muito boa gente que anda por aí. Das gentes que nasceram e cresceram nos 80/meados 90, das gentes que ainda pensam que vão correr o mundo e salvar metade dele. Que vão ter momentos apoteóticos, revelações da vida e que vão ser felizes para sempre. É, chegada a esta fase da vida, percebo que só aqueles que não vivem iludidos têm a verdadeira capacidade de sonhar. A mim, ainda me restam algumas ilusões, por isso, os meus sonhos ainda são um pouco irreais. Ou não.
A minha geração, a certa altura, também ela considerada rasca levou com aquelas lufadas de ar revolucionárias dos anos 70, como se de nós, a partir daquele momento, dependesse a responsabilidade de um mundo melhor. Afinal, a liberdade estava instalada! Ora, pergunto eu, como é que uma pessoa sabe ser livre se nunca aprendeu ou nunca foi ensinada ou nunca foi naturalmente livre? Liberdade, é um conceito vasto, eu sei! Talvez até seja somente uma filosofia de vida, uma forma de ser e estar.
- corte no pensamento. (Tema a pensar.)
Disto tudo, o que eu quero mesmo dizer é que nós somos mesmo bons! Somos! (Estou a falar da generalidade das pessoas, não do particular. Porque, no particular, todos somos boas pessoas até deixarmos de ser.) Ainda nos resta uma boa dose de valores, uma boa dose de consciência, uma boa dose de boas memórias.
O que nos falta é a confiança em sermos livres!
O que nos falta é a confiança em sermos livres!
É tudo uma questão de confiança.
Hora de trabalhar...
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