A propósito de um conto de meia dúzia de páginas cujo livro era e é de chorar a rir. Não é importante mas a temática é gay. A M.J. disse logo: "Têm de ler isto!". E eu, qual personagem principal, desatei a ler em voz alta.
A personagem principal tinha muitas parecenças comigo. Esquisitinha até mais não no que se refere a mulheres!
"Lésbicas Batom" dizia ela.
Personagem é uma descrente. Achava que uma mulher devia ser Mulher. Detestava (palavra forte esta, hem?) mulheres camionas e gostava delas bem femininas em toda a sua plenitude.
Ora bem, eu sou mais ou menos o mesmo. À minha volta (excepto as amigas, claro!) fico sempre com a leve sensação de que as mulheres não se potenciam e toda a beleza que possa eventualmente ver, soa-me a falso. Imitações bregas das personagens "L Word".
Sou solteira faz tempo (Para não dizer muito, não é?! Pois pudera... tanto requisito para aqui e para acolá...) e não acredito que possa encontrar uma alma gémea em chats, em bares orientados para e em anúncios. Sou antiquada e prezo entre tanta outras coisas o contacto visual, as feromonas e a empatia. É o diabo porque quando me sinto atraída por cromossoma X ou é hetero assumida, ou é comprometida ou é uma complicadinha que me tira imediatamente a pica toda.
Sou muita coisa e sou coisa nenhuma como é de constantar.
Bom, não fugindo ao assunto.
A personagem principal tinha um amigo (o autor do livro) que lhe sugeriu que colocasse um anúncio num jornal com uma descrição da mulher perfeita. Ela, contra-feita, achou, claro!, que era uma ideia idiota! Mas lá cedeu. Ocupou uma página inteira do dito jornal depois de pagar uma elevada quantia. Corridas 3 semanas, chegou-lhe às mãos uma quantidade imensa de cartas destinadas à sua atenção.
Arriscou em algumas que lhe pareceram bem mas com final frustrado. Não era bem aquilo!
O The End of Story tem um final feliz. Mas obviamente vem sempre com aquela lição moral que não devemos ligar às aparências. A moça namorada fora exluída da selecção porque, veja-se, tinha sardas! Mas pronto, foi essa que ficou. Felizes para sempre e uma história perfeita para contar aos netos.
Após a leitura do conto acompanhada de gargalhadas bem sonoras, a M.J. e A. lançaram: "Devias tentar! Vai que encontras?"
O meu nariz torceu logo! Essas coisas só acontecem aos outros, nos filmes, nos livros e afins... porque é que me vou estar a iludir?
Vai daí, corridas algumas semanas, abateu-se sobre mim o descomplexo relativamente a isto. E eis-me aqui a tentar a chave do Euromilhões namorada perfeita.
Evidente que isto tem um tom de brincadeira a sério.
Mas vamos lá tentar!
Lançarei novos posts sobre isto.
1 comentário:
Litaretura gay e que acho que vale a pena e que conheça: walt whitman claro; Al Berto, O Lunário e lindo lindo lindo: TiTo Lívio, Senhor partem tão tristes
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