(Tu não te atrevas! Vai que as moças são leitoras do teu blog? Ou tem uma amiga, da amiga que te lê e lhes vai contar que és tu! Depois metes-te em trabalhos e eu quero ver!)
Escusado será dizer que foi a surpresa mais linda que recebi nos últimos tempos, não é meninas?
Tenho umas amigas que são um El Dorado que se pode encontrar ao virar da esquina. Sim, sim... é bem possível que se cruzem com elas nestas ruas de Lisboa ou até mesmo que as conheçam pois este mundo é pequeno pa'xuxu. Mas os vossos olhos não conseguem ver o que os meus conseguem.
Vocês, minhas queridas, sabem que eu não ligo rigorosamente nada ao aniversário mas, para dizer a verdade, dá-me um gozo bestial saber que vocês sabem (que eu sei que tu sabes que nós sabemos que eles sabem que eu sei) que eu adoro surpresas feitas da alma para alma.
Conseguem imaginar o gozo que me deu ir ali à Arrábida e achar que estou numa praia paradisíaca do Brasil? O mar azul transparente, o céu azul, calor, praia deserta (mesmo), a toalha aos quadrados vermelha, as cestas, o brunch, oh meu deus, o brunch!! e antes do repasto a nudez completa entre mergulhos e gritos numa água glaciar maravilhosa (Brasil, hem? Paraíso, pois!)... faltou-nos a M.J., aquela "vadia" que usou a desculpa do casamento para se ir banhar para terras brasileiras! (Fez ela muito bem, sua invejosa! Arrábida, querida, Arrábida!)
(Hei, yo, não vais contar essa parte!)
Trânsito. (Arrábida--->Lisboa)
Começa com A. a dizer: "Eh pá, é gira!", enquanto se coloca feita papo-seco à frente do carro da gira, no início (não era bem início, vá!) da fila.
Eu e C., logo com o radar nº 34 no ar. A J. raríssimas vezes liga a estes alertas (se ainda fossem gajos!).
De facto era gira. A condutora. Não me consigo lembrar da cara da pendura.
Trânsito vai trânsito vem, chegamos à Auto-Estrada.
A. mete o pé no acelerador, liga o TDI, passa por elas, dá uma pequena buzinadela, género "até mais vê". Moças fazem sinais de luzes. A malta ficou histérica. eu de braço de fora a dizer adeus. Bronca. Via-verde. Paramos. Elas passam e riem à gargalhada.
Ora bem, ficou o contacto feito.
C. logo toda doida e irrequieta "ai A. acelera, acelera!" Quatro-piscas para cá, gargalhadas para acolá. Bonito. A J. só dizia: "Oh pá, não!"
Às páginas tantas uma de nós tem a brilhante ideia de escrever num caderno, e entrar em contacto directo com as moças. (explica que escreveste em letras garrafais, colocaste no vidro e andavam em carrossel, modo agora-ultrapasso eu-agora-ultrapassas-tu).
"Olá!". O delírio. As donzelas ficaram todas alegres com a nossa iniciativa.
Compreendo, eu ficaria exactamente igual.
Corridos 10m, ultrapassam elas com um "Yeah!" escrito e muito fixes e risos à mistura.
Agora o pânico. Que é que dizemos mais? Alguém diz. Pede-lhe o número de telefone.
Eu disse logo com o meu ar púdico e esquisitinho: "O telefone? Já?!"
C.: "Sim, sim! Pede lá!"
J. imparcial, A. casada, muito bem casada, Eu indecisa, a única sugestão consistente era a da C..
Aqui vai disto oh Evaristo: "TLF: ?"
Claro que as moças se fizeram de difíceis.
A C. ou Eu - já não me lembro - chutámos logo: "São hetero!"; "E devem ser alfacinhas. Daquelas que não dão confiança. Menininhas da cap(i)tal" (E tu? Tu deves ter a mania que és madeirense, lá porque foste adoptada por ela(e)s, não te esqueças que as tuas origens são da linha de cascais com ares de sintra, tá ouvir, sô dona queque?)
Acabámos por dar um dos nossos. Mooooch! (Ca medo!)
Elas ligaram para nós em número privado, não fossemos nós algumas loucas alucinadas capazes de as assaltar e metê-las no tráfico de mulheres.
Convidámo-las para beber um café algures na baixa.
A festa durou até à ponte 25 do quarto mês, altura em que as inteligentes das raparigas se desmarcaram e disseram de uma forma muito cordial que iam conferenciar e já nos ligavam para confirmar se iam ou não beber café connosco.
Nós já estávamos a contar com o desaparecimento total. No call return.
(Vá, agora o a conclusão. A Epifânia da Experiência.)
Valeu! Valeu a espontâneidade. Valeu o nosso espírito tranquilo e divertido.
E obviamente não estávamos interessadas em engantar as moças. Uma de nós é casada, outra é hetero, outra está em período latente e eu... bom eu, já desisiti seja do que for. Era mesmo só pela graça da coisa.
Portanto, moças-raparigas-donzelas, caso me leiam por aí, saberão que estão perfeitamente à vontade.
Nós somos mulheres sérias e muito porreiras.
O convite para o café mantém-se. Vamos?
8 comentários:
eu vou :)
Amei essa historia :)
So nao gostei da parte em que dizes que desististe.
'Es mesmo tot'o j'a te disseram?
Beijo meu amor e fico feliz que tenhas gostado da surpresa e por terem sentido a minha falta ;)
Wow ADOREI! Espontaniedade pura!
eh pa! eu quase não tive intervenção. ora..
só intervim quando foi para mostrar o caderno.
não fiz nada do que disseste. sinceramente...
o que vão pensar de mim!!
:P
(I'm gonna miss you)
@Bertacemmil: Vais ondes rapariga?
@ofabulosodestino: Eu também adorei viver a história. Foi giríssimo! Já, já me disseram umas quantas vezes (TU). LoL Mas às vezes é precisos desistir e não andar sempre à procura de qualquer coisa (o mesmo). Adorei a surpresa! Muito, muito! Assim, daqui até aí a nado. LoL
@Gotchyayinyang: Foi mesmo! Completa espontaneidade.
@Scarlett: Tu não tiveste intervenção na prática, mas na teoria tiveste muita intervenção, oh!
Timída você, muita tímida! LoL Pois, pois... Além disso não vão pensar nada de ti e mesmo que pensassem que é que isso interessa? Curtimos à brava!
A gente si vê, tá? gente si fala, viu?
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