Lembram-se de ter sido apanhada pelo meu manager a semana passada ao sair do barco? Pois bem. Nesse mesmo dia na reunião da noite ei-lo com um “bip” para mim. Sim um bip, daqueles que se usavam nos anos 90. Aqui são como telemóveis. Há sempre forma de contactar esteja eu onde estiver.
O Jójó quer controlar-me mas eu troco-lhe as voltas. Porque a última coisa que quero ser é controlada. Maneiras que, para meu bem, organização e disciplina são as minhas palavras-chave. Não há margem para erros tolos. Evitar erros permite não perder tempo com rodeios, cinismos e dificuldades de expressão. Portanto o Jójó ao querer controlar-me até me está a dar uma ajudinha nesta coisa que se chama: “Perseverança” e “não me metas cá a pata em cima porque, como diz a minha avózinha, mão de porco só cozida… eee!!”
Relativamente às dificuldades de expressão neste inglês americanado, espanholado e muitas vezes porteguesado, resolvi inscrever num programa que se chama “Roseta”. A minha “rosinha” ensina-me como pronunciar e melhorar o inglês. Hoje estivemos as duas uma meia hora à conversa. Foi giro e bastante produtivo.
Visitar St. Maarten só daqui a duas semanas com o Michael. Um homem Jamaicano de seus 40 e poucos anos, todo catita e apresentável com um sotaque a roçar o british. É galanteador! Tipo pombo a fazer “grooouuu”. Ontem comprou uma garrafa de vinho tinto, arranjou uns queijinhos e umas tostinhas (ele é um dos coordenadores cá do sítio mas não sei bem do quê…) e ficamos os dois à conversa até às quinhentas enquanto ouvíamos Maria Callas. Homem culto, de uma personalidade extremamente forte e com um ego do tamanho do mundo. Quando assim é… é preciso informar, quase por escrito, que: “aqui, meu caro, só entra quem eu quero há hora que eu quero! Nem vale apena tentar fazer reserva!”. Passada esta barreira de “grouuu” e eventuais mal entendidos, o Michael tem sido um querido. Tenho aprendido umas quantas coisas com ele.
Até mais vê, minhas queridas!
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