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Hoje é um dia em que tenho saudades de ser ingénua. É um dia que tenho saudades da minha forma de acreditar na vida. É um dia que tenho saudades do que os meus olhos viam no mundo.
Hoje é um dia que não acredito. Não acredito. Os erros serão sempre os mesmos, os problemas serão sempre os mesmos, as pessoas serão sempre as mesmas, mas diferentes. É a natureza humana.
Quanto mais tempo ficamos num lugar, mais pequeninos nos tornamos porque isso implica ser parte e não ser a excepção.
Talvez eu seja adicta ao que é novidade. Talvez eu seja adicta à crença que do outro lado há sempre algo melhor do que deste lado. Talvez um dia me canse de ser assim e me torne comum no comum que naturalmente existe em mim...
Porque aqui aprendi que consigo sobreviver. Se é sozinha, não sei... Mas neste momento é como me sinto. Sozinha. Se tenho medo? Não.
Sei que a solidão em mim é um hábito. Uma rotina como outra qualquer.
Sempre tive o habito de cerrar os dentes e seguir em frente. Não porque me defenda, mas porque é a única forma de acreditar que amanha tudo ficara bem. Ou melhor.
Confio nos meus instintos. Confio no que sou. Confio no que quero e para onde vou. Mas melhor do que isso, tenho orgulho dos que, mal ou bem, foram ou são na minha vida.
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