24 de Fevereiro de 2012
Hoje senti-me uma mulher em fuga. Que foi “catada” à saída mas ainda assim capaz de fugir.
Quer isto dizer que dei um tratamento pelas 8.30 da manhã a uma senhora amorosa que anda naqueles carrinhos elétricos tipicamente americanos, sabem? São como cadeiras de rodas elétricas, mas estas foram criadas especificamente para pessoas obesas. É um caso clínico muito interessante porque associada à condição de obesidade, a senhora padece de Parkinson. Tem sido uma evolução muito interessante em tão poucos dias de tratamento somente com acupunctura. (Joaninha, baby, faz-me falta discutir casos clínicos contigo!)
Dizia eu que me senti uma mulher em fuga. Literalmente porque me baldei a meia hora de trabalho para ir à internet – adivinhem onde? À praia! Óbvio! – e fui agarrada pelo meu manager mesmo à saída do barco. Ele não disse nada. Mas tenho certeza que me reconheceu mesmo eu estando vestida à la civil de óculos berlinenses na cara!
Enfim… é um homem que sabe muito… sabe o que faz, mas é um lobo vestido de carneiro. Com uma personalidade meio bipolar. Tenho aprendido imenso com ele, mas thank God não lhe dei muita confiança. A necessária e estritamente profissional!
Esta semana não correu muito bem em termos de consultas. A semana passada tive imensa ajuda do manager (vou chamá-lo de Jójó!), mas esta semana o Jójó não mexeu uma palha. Possivelmente para testar a minha capacidade de promoção e divulgação da minha pessoa. Resultado: quase a zeros. A verdade é que me confrontei com o maior Gap da minha personalidade (um dos, prooonto!!). Meter conversa com desconhecidos e falar da história da carochinha, do género: “Então? O cruzeiro está a correr bem? Está a divertir-se? Foram à praia hoje? Estava bom? A praia é maravilhosa, não é? Ah pois é!” Quando o que me apetece dizer logo é: olha faz lá um favor a ti próprio e anda ter uma consultazinha comigo, vá! Acalmas as maleitas e ajudas aqui a conta reforma da piquena de carinha laroca, hem? Que tal? Parece-te bem? Os dos Estados Unidos (como é que se chamam os cidadãos dos Estados Unidos? Não sei… A lembradura não me está a dar para isso e não tenho internet para procurar…) são tão presunçosos e vaidosos que até chateia. Às vezes só apetece dizer: “Olha tens um macaco a sair-te do nariz! Limpa isso oh! Pouca vergooonha!” ou “Tens as cuecas cagadas!”. A sério! Não tenho prazer nenhum em humilhar as pessoas mas esta gente, eh pá, só à estalada! (ai então só à estalada!! Lala) Não há pachorra! E depois são tão burrinhos… ai senhores!!
Quando me aparecem as exceções só tenho vontade de abraçá-los! Gosto de exceções. É amor para cá e para lá.
Logo à noite vou ter com os músicos. Gente de sorriso estampado na cara. Boa onda e boa vibração. Maneiras que aproveito e treino este gap. Conversa da paxaxa pra toda à genti, sim? Siimmm!! (Estou a brincar, mas isto é um assunto sério para mim. Nada melhor que treino!! A veri!! Vames imbiora que prá frenti é que é caminhe!!)
É tudo uma questão de confiança! Costas direitas! Respira fundo e siga a banda!
Eita que o mar hoje está agreste! Este bicho dança nas ondas que é uma lócura! Seasickness que é uma animação!
(Não gosto muito da praia em Barbados, mas já tenho dois noivos taxistas e data marcada de casamento. Só para que conste! Daqueles pretos musculados, gingados, Deuses do Ébano – que até me dá um certo receio só de pensar nas partes baixas dos senhores - … até têm uma certa graça! A conversa deles é sempre a mesma. Ficam todos entusiasmados quando digo que não tenho namorado. Talvez seja melhor dizer que não tenho namorada. Ou talvez não… Que isso ainda pode animá-los. Há homens, bichos selvagens da procriação!! Portanto já sabem! Caso apareça em Portugal com um matumbinozinho: É um Barbado!)
Beijos das Caraíbas. E rezem por mim!
Abraço-vos minhas queridas do meu córazón. Eu rezo por vós.