7 de agosto de 2012

Deixa a vida ser... Coloca nas mãos dela a vontade de cresceres...
Confia. Acredita. 
Mesmo que às vezes pareça que desistes, mesmo que às vezes sintas que não consegues ultrapassar feridas e mágoas que seguraste no corpo ao longo dos anos feito tatuagem... Mesmo que sintas que o caminho por onde vais é sempre o mesmo e sem saídas de emergência.
Veste uma camisola colorida. Sim, a que tens neste momento. Disfarça as tuas inseguranças e tristezas com uns óculos  de sol dos anos 60 ou dos anos 80 ou dos teus anos, ate que elas se tornem seguranças... Ate que consigas trata-las por tu. Elas já te respeitam. Já te dão espaço para respirares.
Não tenhas medo se não conseguires, não tenhas medo do que a vida te sugere viveres e sentires... Só tu decides o quão feliz queres ser!

Acredita naqueles que ouvem o mesmo Eco que tu. Acredita naqueles que conseguem sorrir e rir à gargalhada, primeiro de si mesmos e depois dos outros. Acredita naqueles que conseguem uma vez por ano acordar de manha, agarrar na prancha de surf, ou no jornal do dia, ou no cão ou no gato ou na criança mais próxima  ou em si mesmo e ir à praia tomar pequeno almoço. Naqueles que têm coragem suficiente para continuar a fazer algo de bom para si mesmo, mesmo quando pu$&a da vida se recusa a andar para a frente. 
Porque eu acredito em ti. Acredito no teu espaço. Acredito na dor de cabeça que tens neste momento e no chapéu que usas para manter os pensamentos aconchegados enquanto escreves.

Junta-te aos que acreditam. Experimenta olhar o mundo sobre a perspectiva de uma formiga.

Insanaty: o que é a perspectiva de uma formiga? 
(Aí minha Joaninha voa voa, as saudades que me dá das nossas divagações... Deitadas no chão da cozinha. Sobre a perspectiva de uma formiga.)

Yeuxdefemme. Gosto de te escrever. A minha banda sonora para ti é: Jamie Cullum - If i ruled the world

Com o copo de Martini Bianco.

6 de agosto de 2012

Minhas queridas, coisinhas mais riquezas do meu corazón!

Estou em Greenock. A primeira vez que olhei para esta palavra a obscenidade que me saltou à cabeça foi imediata. Já sabem como sou! Não me escapa nadica. E andei uma boa semana a dizer Green- coc* ate que uma alma caridosa (bicheeeeza!) aqui do barco enquanto almoçávamos pronunciou correctamente e eu "aaaaaaahhh tá!"

Olha e esta bom tempo ai? Esta calorzinho, nao esta? Digam que sim!!! Oh va la! Praia!!! Mar!! Esplanadas! Imperiais!! Oculos de sol! Comidinha boa! ai caraças, se me apanho no mar, qual golfinho aos saltos! Ate parece eu que não vivo rodeada de mar 24 horas sobre 24 horas. Mas não é a mesma coisa!

Esqueci-me de uma coisa.... Mudanças, não é sô Donas? Pois sim. Lolol chego sempre a tempo!
Aí pá, tenho tantas saudades vossas que ate se me da uns arrepios na espinha, sabem?

Já estou cá a imaginar aquele momento de histerismo profundo em pleno "aeriporto". E já sabem o que é que vos calha nesse sábado, não sabem? 
É meter as malas no barraco, dar beijinho aos paizinhos, esmagá-los com abraços... E rambooooia!

Já nem me sinto aqui! 

Vá lá veri!

5 de agosto de 2012


...

Hoje é um dia em que tenho saudades de ser ingénua. É um dia que tenho saudades da minha forma de acreditar na vida. É um dia que tenho saudades do que os meus olhos viam no mundo.
Hoje é um dia que não acredito. Não acredito. Os erros serão sempre os mesmos, os problemas serão sempre os mesmos, as pessoas serão sempre as mesmas, mas diferentes. É a natureza humana.
Quanto mais tempo ficamos num lugar, mais pequeninos nos tornamos porque isso implica ser parte e não ser a excepção.

Talvez eu seja adicta ao que é novidade. Talvez eu seja adicta à crença que do outro lado há sempre algo melhor do que deste lado. Talvez um dia me canse de ser assim e me torne comum no comum que naturalmente existe em mim...
Porque aqui aprendi que consigo sobreviver. Se é sozinha, não sei... Mas neste momento é como me sinto. Sozinha. Se tenho medo? Não. 
Sei que a solidão em mim é um hábito. Uma rotina como outra qualquer.
Sempre tive o habito de cerrar os dentes e seguir em frente. Não porque me defenda, mas porque é a única forma de acreditar que amanha tudo ficara bem. Ou melhor.
Confio nos meus instintos. Confio no que sou. Confio no que quero e para onde vou. Mas melhor do que isso, tenho orgulho dos que, mal ou bem, foram ou são na minha vida.

4 de agosto de 2012

Cheguei aqui porque naturalmente acreditei que o mundo era maior do que eu pensava. 
Acreditei que podia ser melhor do que alguma vez houvera sido! Hoje estou aqui e conheço alguém que me diz: "o mundo lá fora é bem maior do que tu pensas! E tu és melhor do que alguma vez poderás imaginar!" 

Estarei a andar em círculos? 

Thank You R.

18 de abril de 2012

Tom Waits - San Diego Serenade



Ocean & Wind... One day you'll be my day...

16 de março de 2012

San Juan

Ficarei parada em São João 3 semanas.
O barco avariou...

Vou ter mais que tempo para me actualizar por aqui...
Nada de grave. Está tudo tranquilito!

Até mais vê riquezas. Volto. Eu volto para vós. :)

7 de março de 2012

28 de fevereiro de 2012

St. Maarten

Lembram-se de ter sido apanhada pelo meu manager a semana passada ao sair do barco? Pois bem. Nesse mesmo dia na reunião da noite ei-lo com um “bip” para mim. Sim um bip, daqueles que se usavam nos anos 90. Aqui são como telemóveis. Há sempre forma de contactar esteja eu onde estiver.

O Jójó quer controlar-me mas eu troco-lhe as voltas. Porque a última coisa que quero ser é controlada. Maneiras que, para meu bem, organização e disciplina são as minhas palavras-chave. Não há margem para erros tolos. Evitar erros permite não perder tempo com rodeios, cinismos e dificuldades de expressão. Portanto o Jójó ao querer controlar-me até me está a dar uma ajudinha nesta coisa que se chama: “Perseverança” e “não me metas cá a pata em cima porque, como diz a minha avózinha, mão de porco só cozida… eee!!”

Relativamente às dificuldades de expressão neste inglês americanado, espanholado e muitas vezes porteguesado, resolvi inscrever num programa que se chama “Roseta”. A minha “rosinha” ensina-me como pronunciar e melhorar o inglês. Hoje estivemos as duas uma meia hora à conversa. Foi giro e bastante produtivo.

Visitar St. Maarten só daqui a duas semanas com o Michael. Um homem Jamaicano de seus 40 e poucos anos, todo catita e apresentável com um sotaque a roçar o british. É galanteador! Tipo pombo a fazer “grooouuu”. Ontem comprou uma garrafa de vinho tinto, arranjou uns queijinhos e umas tostinhas (ele é um dos coordenadores cá do sítio mas não sei bem do quê…) e ficamos os dois à conversa até às quinhentas enquanto ouvíamos Maria Callas. Homem culto, de uma personalidade extremamente forte e com um ego do tamanho do mundo. Quando assim é… é preciso informar, quase por escrito, que: “aqui, meu caro, só entra quem eu quero há hora que eu quero! Nem vale apena tentar fazer reserva!”. Passada esta barreira de “grouuu” e eventuais mal entendidos, o Michael tem sido um querido. Tenho aprendido umas quantas coisas com ele.

Até mais vê, minhas queridas!

Barbados

24 de Fevereiro de 2012

Hoje senti-me uma mulher em fuga. Que foi “catada” à saída mas ainda assim capaz de fugir.
Quer isto dizer que dei um tratamento pelas 8.30 da manhã a uma senhora amorosa que anda naqueles carrinhos elétricos tipicamente americanos, sabem? São como cadeiras de rodas elétricas, mas estas foram criadas especificamente para pessoas obesas. É um caso clínico muito interessante porque associada à condição de obesidade, a senhora padece de Parkinson. Tem sido uma evolução muito interessante em tão poucos dias de tratamento somente com acupunctura. (Joaninha, baby, faz-me falta discutir casos clínicos contigo!)

Dizia eu que me senti uma mulher em fuga. Literalmente porque me baldei a meia hora de trabalho para ir à internet – adivinhem onde? À praia! Óbvio! – e fui agarrada pelo meu manager mesmo à saída do barco. Ele não disse nada. Mas tenho certeza que me reconheceu mesmo eu estando vestida à la civil de óculos berlinenses na cara!

Enfim… é um homem que sabe muito… sabe o que faz, mas é um lobo vestido de carneiro. Com uma personalidade meio bipolar. Tenho aprendido imenso com ele, mas thank God não lhe dei muita confiança. A necessária e estritamente profissional!

Esta semana não correu muito bem em termos de consultas. A semana passada tive imensa ajuda do manager (vou chamá-lo de Jójó!), mas esta semana o Jójó não mexeu uma palha. Possivelmente para testar a minha capacidade de promoção e divulgação da minha pessoa. Resultado: quase a zeros. A verdade é que me confrontei com o maior Gap da minha personalidade (um dos, prooonto!!). Meter conversa com desconhecidos e falar da história da carochinha, do género: “Então? O cruzeiro está a correr bem? Está a divertir-se? Foram à praia hoje? Estava bom? A praia é maravilhosa, não é? Ah pois é!” Quando o que me apetece dizer logo é: olha faz lá um favor a ti próprio e anda ter uma consultazinha comigo, vá! Acalmas as maleitas e ajudas aqui a conta reforma da piquena de carinha laroca, hem? Que tal? Parece-te bem? Os dos Estados Unidos (como é que se chamam os cidadãos dos Estados Unidos? Não sei… A lembradura não me está a dar para isso e não tenho internet para procurar…) são tão presunçosos e vaidosos que até chateia. Às vezes só apetece dizer: “Olha tens um macaco a sair-te do nariz! Limpa isso oh! Pouca vergooonha!” ou “Tens as cuecas cagadas!”. A sério! Não tenho prazer nenhum em humilhar as pessoas mas esta gente, eh pá, só à estalada! (ai então só à estalada!! Lala) Não há pachorra! E depois são tão burrinhos… ai senhores!!

Quando me aparecem as exceções só tenho vontade de abraçá-los! Gosto de exceções. É amor para cá e para lá.

Logo à noite vou ter com os músicos. Gente de sorriso estampado na cara. Boa onda e boa vibração. Maneiras que aproveito e treino este gap. Conversa da paxaxa pra toda à genti, sim? Siimmm!! (Estou a brincar, mas isto é um assunto sério para mim. Nada melhor que treino!! A veri!! Vames imbiora que prá frenti é que é caminhe!!)

É tudo uma questão de confiança! Costas direitas! Respira fundo e siga a banda!

Eita que o mar hoje está agreste! Este bicho dança nas ondas que é uma lócura! Seasickness que é uma animação!

(Não gosto muito da praia em Barbados, mas já tenho dois noivos taxistas e data marcada de casamento. Só para que conste! Daqueles pretos musculados, gingados, Deuses do Ébano – que até me dá um certo receio só de pensar nas partes baixas dos senhores - … até têm uma certa graça! A conversa deles é sempre a mesma. Ficam todos entusiasmados quando digo que não tenho namorado. Talvez seja melhor dizer que não tenho namorada. Ou talvez não… Que isso ainda pode animá-los. Há homens, bichos selvagens da procriação!! Portanto já sabem! Caso apareça em Portugal com um matumbinozinho: É um Barbado!)

Beijos das Caraíbas. E rezem por mim!

Abraço-vos minhas queridas do meu córazón. Eu rezo por vós.

24 de fevereiro de 2012

Happy Birthday!! ;)

Dominica

23 Fevereiro 2012
(Banda sonora em Bon Iver - Holocene)
Estou quase a fazer um mês de cruzeiro. Um mês que parece um ano. O balanço é, na sua maioria, positivo. Quando tudo é novo, tudo é maravilha!
Aos poucos começo a acalmar esta ânsia de querer saber tudo, de querer perceber tudo, de querer absorver tudo. Aos poucos também eu deixo de explicar tudo, de contar tudo. Talvez porque perceba que maior parte das pessoas que vivem aqui se vestem todos os dias de carneirinhos para caçarem a presa mais indefesa. A vida não é tão simples como parece.
Entro no elevador, recebo um bom dia estremunhado do primeiro crew que encontro e pouco mais. Não é preciso mais. As pessoas passam a vida a queixar-se… disto, daquilo, do outro… o ambiente no Spa, por vezes é de cortar à faca… umas porque não gostam do manager, outras porque discutiram com o namorado, outras porque estão cansadas e gordas (quando vou encontra-las a comer que nem uma doidas – como se não houvesse amanhã minha gente! Como se não houvesse amanhã!!) e ainda aquelas que suspiram o dia inteiro sabe lá Deus porquê…
Hoje falei com a minha mãe. O telefonema inteiro estive em pleno controlo para não desatar num pranto. Sempre achei que era desligada da minha família que era perfeitamente capaz de viver longe… Agora… sinto tanta falta deles que até dói! Momentos que só me apetece agarrar nas minhas coisinhas e voltar para o aconchego e refúgio do lar entre família e amigos.
São os momentos que me sinto mais só. Percebo que apesar de gostar de estar só, de fazer coisas sozinhas, sou cada vez mais uma mulher de família. Quero ter filhos, casar, amar ser amada (lálálá!! Violinos ao rubro!!) e quiçá uma vida pacata, com uma loucura aqui e ali.
É o que sinto e é onde me vejo dentro de poucos anos.
Se me estou a queixar da vida que tenho agora? Não. De todo! Não me vejo em mais lado nenhum. Tudo o que fiz até agora trouxe-me a este lugar, árido e solitário na alma, mas de uma beleza extrema lá fora. Basta olhar com atenção. Eu escolhi estar aqui. Os lugares que vejo são paradisíacos e é lá fora que me desembaraço de todo o peso que existe no navio. Hoje, por exemplo, conheci uma senhora com os seus quase 80 anos que viajava mais as três filhas. São do Québec. Montreal. Partilhámos o mesmo táxi que nos levou a uma praia de areia preta. O raio do taxista falou que se desunhou e nenhuma de nós percebeu a ponta do que o homem dizia! Hilariante!
Sabem do que elas me fizeram lembrar? Da série “Irmãos e Irmãs”! O tipo de energia… À senhora de quase 80 anos só apetecia dar beijinhos… cheguei a dizer-lhe: “quero ser como tu quando for da tua idade!”.
Foi muito bom encontra-las. Deram-me esta lufada de família.Vou trabalhar para me distrair.
Tenho tanta coisa para aprender que até “chateia”!
J
(Amanhã será o dia dos teus 30 anos.)


22 de fevereiro de 2012

Tortola

Uma ilha das Caraíbas.
Estou sozinha e oiço "We're family, i've got all my sisters with me" no rádio antigo e estridente.
Tortola faz lembrar a Madeira mas em modo paradisíaco. Montanhas altas, ingrímes, selvagens de um verde muito escuro enquanto umas poucas casas repousam soalheiras na encosta. Aqui nesta pequena baía a água do mar "sopinha" e de um verde cristalino.
Lindíssimo!!!

Vejo o mundo e continuo a sentir-me sozinha. Mas a sensação não é má de todo. É nestes breves momentos que tenho tempo de recordar quem sou e de como gosto de viver a vida devagar.

(Se aqui tenho saudades vossas? Imensas!
Mas não penso. Como diria alguém de quem gosto horrores de muito: "Não pensar serve para muita coisa!" Ora aí está uma bela verdade!
Sinto falta de vos amar todos os dias e de me sentir amada todos os dias.
Aqui a vida é uma selva e a bem dizer, boa parte do tempo tenho de sobreviver!)

Agora, à minha frente o tempo não tem tempo. Os pelicanos mergulham para comerem que nem uns alarvos. São engraçados no seu jeito desengonçado mas preciso.
Aquele barquinho ao longe, no horizonte, compõe o postal.
Está um calorzinho ameno. Booommm.... Nhami!

Tortola é um pequeno paraíso para sorrir, para respirar e sentir o mar caldinho a abençoar os pés.

Volto de regresso à minha princesa das Caraíbas.
Para finalizar a música que toca: "I Will Survive" da Glorinha.
Maria, a única imagem que me vem à cabeça é a de soltar a Meryl Streep que há em mim e desatar a dançar à la dancing queen o "I Will Survive"!!
E sorrio porque me lembro de ti e das palhaçadas...

Sarává!!

17 de fevereiro de 2012

Be Be your Love

3 de fevereiro de 2012

Caribbean Princess - Aruba Caraibas

This is the word now:

Overwhelming!!!

27 de janeiro de 2012

Andrew.

Desta Veneza Californiana levarei comigo (entre tanta coisas) o pôr do sol, o teu rosto marcado pelo tempo, as tuas palavras tão cheias de qualquer coisa.
Não importa quem és, quem foste e até mesmo quem serás... A imagem retida és tu de patins em linha, o Biscuit e o Winston a puxarem-te na frontwalk.

And Yes, my dear:

There's no place like California!


3 de janeiro de 2012

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