Porque há rasgos de inspiração que devem ser partilhados! Porque a compreensão das palavras é simples quando as queremos simples. Obrigada pela tua alma amiga e pelo privilégio desta partilha. A ti, um bem-haja!
O texto que se segue pertence a Maria J. Reis.
"A vida vem e oferece estes sentimentos a almas infantis e ingénuas.
Vem sem ser convidada e fica. Depois, com o mundo inteiro dentro do coração, estas crianças, indefesas, lutam numa guerra inglória.
Perguntam porquê? Quando? Onde? Como? E agora?
Sem espanto, percebem que nada do outro lado responde. Nada acontece.
Aceitam este fardo como se a elas pertencesse e a elas tivesse sido destinado.
Carregam-no, e isso muda as suas feições, as suas expressões.
Agem como adultos. Pequenos adultos no meio dos adultos pequenos.
Sentem-se raras...estranhas. Pensam: será que isto é normal?
Como é que é possível eu, ter tido direito a estes sentimentos tão nobres, arrebatadores?
Certamente não os pedi. Mas a vida achou que eu os merecia.
Agora, agora nada mais resta fazer senão aceitar. Aceitar.
Talvez não seja uma estranha. Certamente não sou uma estranha em mim.
Reconheço-me, reconheço-os. Por vezes até tenho forças para agradecer este presente.
Mas...Eu era uma criança, éramos crianças, com sentimentos crescidos.
Percebem?
Não sou realmente criança, mas sinto a inocência de uma criança perante todas estas coisas tão "grandes". Sinto as mãos pequenas para tocar em tanta coisa, sinto os pés pequenos para pisar tanto mundo. Sinto que ainda não sei falar. Sinto a visão turva e o que oiço parece vindo em código.

Percebem?
Sinto como uma criança, coisas que não são de criança."
Vem sem ser convidada e fica. Depois, com o mundo inteiro dentro do coração, estas crianças, indefesas, lutam numa guerra inglória.
Perguntam porquê? Quando? Onde? Como? E agora?
Sem espanto, percebem que nada do outro lado responde. Nada acontece.
Aceitam este fardo como se a elas pertencesse e a elas tivesse sido destinado.
Carregam-no, e isso muda as suas feições, as suas expressões.
Agem como adultos. Pequenos adultos no meio dos adultos pequenos.
Sentem-se raras...estranhas. Pensam: será que isto é normal?
Como é que é possível eu, ter tido direito a estes sentimentos tão nobres, arrebatadores?
Certamente não os pedi. Mas a vida achou que eu os merecia.
Agora, agora nada mais resta fazer senão aceitar. Aceitar.
Talvez não seja uma estranha. Certamente não sou uma estranha em mim.
Reconheço-me, reconheço-os. Por vezes até tenho forças para agradecer este presente.
Mas...Eu era uma criança, éramos crianças, com sentimentos crescidos.
Percebem?
Não sou realmente criança, mas sinto a inocência de uma criança perante todas estas coisas tão "grandes". Sinto as mãos pequenas para tocar em tanta coisa, sinto os pés pequenos para pisar tanto mundo. Sinto que ainda não sei falar. Sinto a visão turva e o que oiço parece vindo em código.
Percebem?
Sinto como uma criança, coisas que não são de criança."
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