- Olá. Diz “uma delas”, calmamente.
- Olá. Responde “a outra”, distraída.
- Vou fazer um chá? Apetece-te? Questiona “uma delas”.
“A outra” abana a cabeça em jeito de negação.
- De certeza?
- Não querida, não me apetece. Acabei de beber um à pouco… Mas obrigada na mesma!Olha! Tenho aqui um artigo que te quero mostrar. Muito interessante… parece-me que vais gostar…
- Ok. Já volto.
“Uma delas” abranda o passo, antes de sair e diz:
- Recebi a tua carta. E gostava apenas de te dizer duas coisas. A primeira… estarei, quando quiseres e quando te apetecer. A segunda…. Eu gosto da cicatriz que tens no peito. Como vês, também sei falar sem pontos de interrogação!
Sorri e sai…
“A outra” estremece perante aquele comunicado. Não estava habituada a que “uma delas” se manifestasse sobre o que fosse… sobretudo, sobre algo que lhe era tão intimo! Algo estava a mudar. Algo estava a acontecer e isso deixava-a, de certa forma, insegura. Sentiu também que não tinha vontade de se proteger, nem de reagir, nem de comentar tal comentário. E deixou-se ficar…
- Então mostra-me lá esse artigo com que estás tão entusiasmada! Espera, espera… Antes de me mostrares seja o que for deixa-me só fazer-te uma pergunta…
Ambas desatam às gargalhadas.
- Diz-me uma coisa. Porque é que ainda te apetece fumar?
- Porque me apetece. Porque gosto.
- Hum… Ok. Se essa é a resposta que tens para me dar, tudo bem! Mostra-me então o tal artigo.
- Vê primeiro este vídeo:
- Olá. Responde “a outra”, distraída.
- Vou fazer um chá? Apetece-te? Questiona “uma delas”.
“A outra” abana a cabeça em jeito de negação.
- De certeza?
- Não querida, não me apetece. Acabei de beber um à pouco… Mas obrigada na mesma!Olha! Tenho aqui um artigo que te quero mostrar. Muito interessante… parece-me que vais gostar…
- Ok. Já volto.
“Uma delas” abranda o passo, antes de sair e diz:
- Recebi a tua carta. E gostava apenas de te dizer duas coisas. A primeira… estarei, quando quiseres e quando te apetecer. A segunda…. Eu gosto da cicatriz que tens no peito. Como vês, também sei falar sem pontos de interrogação!
Sorri e sai…
“A outra” estremece perante aquele comunicado. Não estava habituada a que “uma delas” se manifestasse sobre o que fosse… sobretudo, sobre algo que lhe era tão intimo! Algo estava a mudar. Algo estava a acontecer e isso deixava-a, de certa forma, insegura. Sentiu também que não tinha vontade de se proteger, nem de reagir, nem de comentar tal comentário. E deixou-se ficar…
- Então mostra-me lá esse artigo com que estás tão entusiasmada! Espera, espera… Antes de me mostrares seja o que for deixa-me só fazer-te uma pergunta…
Ambas desatam às gargalhadas.
- Diz-me uma coisa. Porque é que ainda te apetece fumar?
- Porque me apetece. Porque gosto.
- Hum… Ok. Se essa é a resposta que tens para me dar, tudo bem! Mostra-me então o tal artigo.
- Vê primeiro este vídeo:
- Interessante... Como é que o Dr. Masuru Emoto se lembrou de fazer isto? E já viste quem é que faz o papel neste filme? Marlee Matlin. (Gírissima, não é?) Ela é surda o que aumenta o significado deste vídeo. É apenas uma parte de um documentário de nome “What the bleep do we know?”.
- Uau! Fantástico! Mas impressionante mesmo, és tu, veres vídeos destes! Ou foi só por causa da actriz? Não é ela que tem um papel qualquer numa série que andas sempre a ver?
- Bom, quem te ouvir falar… Sim, ela encarna a personagem Jodie, na L Word. É uma série engraçada! Devias ver! Mas voltando ao assunto… Sim, também me interesso por esta temática! Além disso, está provado cientificamente, está explicado e justificado convenientemente. Não é teoria, só por teoria!
- Tu e o provado cientificamente! O que é que te faz tanto acreditar que a ciência é mais credível do que aquilo que não se pode justificar através dela?
Momento em que a outra pensa…
- Na realidade, nada. Não te consigo dar uma resposta a isso. É importante para mim compreender as coisas. Saber porque é que elas acontecem, como, quem, quando, onde, o quê… Torna-se mais credível, mas compreensível e aceite se tiveres onde apoiar a tua teoria ou aquilo que tu pensas.
- Sabes que mais? Não entendo porque é que tens a profissão que tens. Ainda estou para descobrir porque é que não seguiste uma área da ciência. Mas diz-me… quer dizer que crês que é mais importante reduzir tudo a um conjunto de premissas, umas quantas hipóteses e pronto. É isso?
- Não. Não dramatizes, ok? Estávamos a falar das moléculas de água e não de outra teoria qualquer.
- Já alguém te disse que és boa a mudar de assunto quando não sabes que resposta dar?
“A outra” sorri e diz com um ar sarcástico:
- Reduzo-me à minha ignorância. Está bem assim, Sra. Sabichona?
- Está. Tu não aguentas a tua própria ignorância, pois não?
- Não.
- Não penses tanto…
“A outra” deixa-se ficar em silêncio, mas com uma pergunta na cabeça: “Mas que raio quer ela dizer com isto?”
"If thoughts could do that to water, imagine what our thoughts could do to us?"
1 comentário:
Gostei muito... :)
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