Engulo o chá a escaldar. Devagar. Não vá a língua ficar queimada e é uma sensação que detesto em mim.
Lá fora a chuva cai. Vejo o que todos os outros vêm e espero o que todos os outros esperam. Sol. Não precisa de ser calor. Precisa de ser sol. Preciso daquela luz pela manhã que rasga as paredes do meu quarto e que me desperta lentamente.
*
As histórias banais da minha vida ficaram escritas nas folhas espalhadas pela minha secretária. Frase sem vírgulas. (ponto final. sem parágrafo.)
Não me lembro da última vez que me senti tão banal. E isso nada tem de mais.
(Pronto!! Já queimei o raio da língua!)
A banalidade não se explica, vive-se! Vive-se a sensação de ser um comum mortal, com os mesmos problemas que os comuns, vulgo, animais humanos.
A teoria é sempre a mesma e não é sobre ela que vou divagar agora.
*
Viver todos os dias cansa.
Preciso de usar mais a minha terra e a minha água em lugar do meu fogo e do meu ar. Preciso de alimentar o meu chão, de cuidar das minhas raízes, de refrescar os meus pensamentos. Preciso de banhar-me nas águas frias do oceano atlântico, que tantas vezes é reduzido ao nome mar. Mar quê? Mar Atlântico?
Esqueci-me da minha força e do meu caminho. Canso-me de ser burra e de andar sempre à volta dos mesmos pensamentos. Canso-me de não ser quem sou e quero ser, só porque sim! Canso-me, de falar. para mim, para os outros e ninguém me ouve!
Enfim... hoje é um dia cansado. mais não escrevo!
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