Na algibeira do meu casaco invisível, trago um buraco.
Que estranho... ia jurar que o tinha cosido.
Finalmente, entendo o mistério do vazio.
Do vazio que existe em mim.
Tenho memória de pouca dura. Acho que faço as coisas quando, na realidade, não as faço. Ficam sempre pontos por costurar... Esqueço-me de mim própria, algures entre o céu e a terra. Pairo naquilo que espero que seja a vida e dou por mim a levitar em sonhos quase irreais.
Não quero promessas de mim para mim. Não quero monólogos que alimentam este estado esquizofrénico. Não tenho necessidade disso.
(interrompida pela campainha da porta).
Após uma conversa de palavras caras, mais palavras pseudo caras, recolho-me aos meus aposentos desta casa que, também ela, está vazia.
Agora entendo os que diziam: "Custa-me ir para casa e não ter lá ninguém!"
Tem dias que sabe maravilhosamente bem, tem outros que nem por isso... Eu nunca estou feliz! :D
*
Sou eu que crio esta sensação. Não é complicado. Eu e a minha mania que nada é complicado, que tudo pode ser simples. Blabla!
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I dare you to love me...
3 comentários:
A mim? hum? Hum?
Não, querida Narcisa! Não é vocemecê. :D
lol é assim que me tratas :P
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